sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Zé de Bragança - Sem Papas na Língua - José Luís Seixas

18 ANOS – crónicas, histórias e coisas assim… Do Zé de Bragança e do seu criador. “(…) Nasceu o Zé de Bragança. Desde então escreveu com a dureza e a ironia que a capacidade do criador lhe consentiu. Sem constrangimentos e em total liberdade. Verberando os unanimismos, o politicamente correto, os «dogmas» da «modernidade». Criticou muitos protagonistas do poder. Denunciou equívocos e sofismas. Publicitou o sentimento popular que não tinha eco na Imprensa. Expôs opiniões e nunca recusou a controvérsia. Terá sido, porventura, incorreto e injusto, como foi hiperbólico e encomiástico. Exagerou umas e acertou noutras. Parodiou situações, satirizou comportamentos, ironizou atitudes. Foi cáustico com alguns e indulgente com outros. Por vezes contraditório e incoerente, mas nunca indiferente. Houve crónicas em que descobriu a alma, deixou fluir sentimentos e correr a lágrima. Mas o criador do personagem tem pais – e que orgulho em tê-los –, é pai – e que orgulho em sê-lo –, marido – e que bênção a recebida –, amigo de bons amigos – e que privilégio sabê-lo. É filho de uma terra prodigiosa, onde se procura quando perdido e se reencontra em tranquilo repouso no regaço maternal dos montes que o cercam (…).”


 José Luis Seixas


quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Receitário

Esta é que é a receita da sua vida.

Nós chamamos-lhes Coisários, porque o Livrário, o Filmário e o Receitário da Tinta-da-china foram feitos para que os possa encher de coisas: são para encher de livros, de filmes/séries e de receitas, claro, mas sobretudo de memórias, de gostos e desgostos, de partilhas e de tudo o que passa por nós mas não queremos que passe nunca.

 Receitário


quarta-feira, 12 de agosto de 2020

A Voz do Conhecimento - Don Miguel Ruiz

Don Miguel Ruiz era um adolescente cheio de si quando um dia foi visitar o avô. Para o impressionar, começou a expôr-lhe todas as teorias que tinha aprendido na escola. O xamã ouviu pacientemente o neto, e no fim disse-lhe: "Sabes, a maior parte das pessoas no mundo inteiro acredita que existe um grande conflito no universo, entre o bem e o mal". Porém, advertiu-o, esse conflito só acontece na cabeça de cada um de nós, e não é sequer entre o bem e o mal. "É entre a verdade e o que não é verdade. O bem e o mal são só o resultado desse conflito."

O rapaz só perceberia as palavras do avô anos mais tarde. Era então um cirurgião respeitado quando, num violentíssimo acidente de viação quase fatal, viveu uma experiência de quase morte, que o fez questionar toda a sua visão da realidade.

Em A Voz do Conhecimento o autor recupera a história de Adão e Eva para nos explicar como e por que razão nos afastamos da verdade. Só que o fruto proibido na vida real chama-se mentira. À medida que crescemos, começamos a julgar e a condenar, afastamo-nos da nossa essência, deixamos de ser autênticos.

E é essa a poderosíssima mensagem deste livro - não podemos acreditar nas mentiras que nos contam e que contamos a nós próprios. A única via para acabar com o sofrimento é a aceitação plena de quem realmente somos. A isso chama-se Amor. E é o único caminho para encontrarmos a paz e a alegria de viver.

 Don Miguel Ruiz


terça-feira, 11 de agosto de 2020

As Sílabas de Amália - Manuel Alegre

A 23 de julho celebra-se o centenário do nascimento de Amália Rodrigues. Num texto sobre Amália, publicado no livro Uma Outra Memória e incluído nesta obra de homenagem, escrevia assim Manuel Alegre: «Todo o canto, como a poesia, é uma questão de ritmo. Ou de batida. O ritmo de Amália é o ritmo das marés, a sua batida a do nosso mar. Ela podia cantar flamenco ou tango, espirituais negros ou jazz, podia entoar uma fuga de Bach, trautear as incomparáveis harmonias de Mozart. Mas ela canta isso tudo e um pouco mais. Canta o fado no sentido em que dele fala Camões. Quando ela diz fado está a dizer o nosso próprio nome e pronuncia essa palavra com a mesma entoação que provavelmente Camões lhe dava. Suspeito mesmo que foi para ela que Camões escreveu alguns dos poemas que Alain Oulman transformou em fado.»

As Sílabas de Amália é uma obra singular que reúne os quatro poemas de Alegre que Amália cantou, os que sobre ela escreveu e aqueles que exprimem uma visão do fado que, em grande parte, o poeta ficou a dever a Alan Oulman e a Amália Rodrigues. Inclui, ainda, um poema inédito de tributo a Amália.

 Manuel Alegre


segunda-feira, 10 de agosto de 2020

O Ano do Macaco - Patti Smith

Com O Ano do Macaco Patti Smith continua a publicar as suas memórias e a estabelecer laços profundos entre o rock e a literatura que nunca deixou de amar. É um grande momento.

O ano do seu septuagésimo aniversário - e de itinerância entre concertos - começa com a chegada de Patti Smith ao motel Dream Inn em Santa Cruz, Califórnia. Nessa madrugada, em que ela transita livremente entre um sono leve e uma vigília povoada de sonhos, tudo parece dotado de vida e voz humanas: os objetos falam, os mortos falam e interpelam a mulher que, enrolada numa manta, deambula pela paisagem.

Muitos serão os encontros e as perdas neste ano Chinês do Macaco e aqui, no terceiro livro de memórias de Patti Smith, haverá poesia, cafés, viagens à boleia, Bolaño, Pessoa e Lisboa; e a sua última estadia com Sam Shepard, amigo de toda a vida, para o ajudar a acabar o seu derradeiro livro (Espião na Primeira Pessoa, publicado pela Quetzal em 2018).

Em pano de fundo, o mundo da política agita-se numa eleição tóxica. Em primeiro plano, o desaparecimento de dois grandes amigos: além de Shepard, Sandy Pearlman. Em Epílogo, o início de 2020, o Ano do Rato, e da nova e estranha era em que agora vivemos.

 Patti Smith


domingo, 9 de agosto de 2020

Monstro - Agostinho Santos

«(…) Os bichos, um a um, foram tombando. Tão acossados e tão necessitados de sobreviver, tombavam afinal ao fogo dos caçadores, que coleccionavam as pérolas como dinheiro caro, punham-nas em guarda-joias, vendiam ou trocavam por casas melhores. Lentamente, os bichos rareavam mais e mais e os caçadores buscavam-nos nas miudezas da lonjura, nas miudezas da paisagem, caçando-os avidamente, alarves sempre de mais pérolas. Alarves e tornando-se mais impacientes, confusos. Era uma avidez aflita. (…)»

Valter Hugo Mãe, In Monstro

«(…) Muito longe, no séc.V, Santo Agostinho organizou em 22 volumes a Cidade de Deus. Roma tinha sido invadida pelos Visigodos; os impérios e os deuses tremiam; a cidade terrena, violenta, desfazia-se na violência e no caos. Para sair desse pesadelo, haveria então outro povo, outros humanos que pela fé cristã e pela busca da paz, se reuniriam na Cidade de Deus, a cidade mística que perduraria eternamente depois do fim dos tempos. Agostinho Santos não é Santo Agostinho.
A arte é um modo de dar a ver; não a representação do mundo mas, antes, a interrogação, um exercício de criação nunca consumado, mobilizando tudo o que é do ofício habitual do artista e, sobretudo, absolutamente tudo que possa ser relido, metamorfoseado, transformado para entrar no grande mundo das artes e das suas expressões, modos de fazer e distribuir para que outros vejam, sintam. (…)»

Álvaro Domingues, In Monstro

 Monstro


sábado, 8 de agosto de 2020

Quero uma Mãe-Robô - Davide Cali e Anna Laura Cantone

Uma mãe verdadeira nem sempre tem muito tempo para estar com os filhos.
Pelo contrário, uma mãe-robô, além de ter muito tempo, faz todas as tuas vontades.
E, acima de tudo, NUNCA ralha… se o fizer, podes sempre desligá-la!
Mas será que uma mãe-robô cheira bem e dá colo como uma mãe verdadeira?


 Quero uma mãe-Robô


sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Macaquinhos no Sótão - Susana Romana

Um livro que é um 2 em 1!
Com textos humorísticos e com os famosos jogos do programa para promover o convívio!

Coragem! Redenção! Relações tórridas com uma cascata como cenário! Nada disto pode ser encontrado neste livro, que basicamente reúne as manias apresentadas pela Susana Romana nas Manhãs da M80 - manias essas que talvez até reconheça e partilhe. Afinal, se calhar os macaquinhos dos nossos sótãos não são assim tão diferentes. Aqui tem temas que vão desde o terror dos parques infantis às partidas que se pregavam pelo telefone nos anos 80, passando por como se comportam as pessoas num grupo de WhatsApp,  pela inutilidade de passar a ferro ou pelas melhores técnicas para enfardar num buffet.

Mas se achar que ler um livro é uma experiência demasiado solitária, nada tema: tal como aqueles iogurtes que afinal também são uma gelatina, este volume é um 2 em 1. Encontra aqui uma segunda parte com jogos para fazer com família, amigos, inimigos ou desconhecidos numa paragem de autocarro. E sim, pode fazer batotice para ganhar sempre, especialmente se for a pessoa que gastou efectivamente dinheiro a comprar o livro.

 Susana Romana


quinta-feira, 6 de agosto de 2020

O Pequeno Caderno das Grandes Verdades - Clare Pooley

Seis desconhecidos que têm em comum algo de universal: as suas vidas nem sempre são o que eles fazem parecer. O que aconteceria se em vez disso dissessem a verdade?

Julian Jessop está cansado de esconder a profunda solidão que sente. Este septuagenário acredita que a maioria das pessoas não é verdadeira acerca da sua vida. E se fossem? Decide então iniciar O Projeto da Autenticidade: um pequeno caderno verde, onde escreve a verdade sobre a sua própria vida, e que deixa pousado em cima de uma mesa do simpático café do seu bairro...

Mónica, a proprietária do café, encontra-o e resolve acrescentar a sua história e deixar o caderno num bar de vinhos do outro lado da rua. Aos poucos quem encontra o caderno verde vai acrescentando as suas verdades mais profundas. Um gesto que vai alterar para sempre, as suas vidas.

O excêntrico Julian, Monica, Hazard, o alcoólico que promete ficar sóbrio, Riley, Alice, a mãe influencer, que tem uma vida um pouco menos fabulosa do que aparece online, e Lizzie. Seis desconhecidos que se unem através do pequeno caderno verde; seis vidas que descobrem o poder da amizade e do amor.

O Pequeno Caderno das Grandes Verdades é um livro divertido, inspirador e comovente, que nos mostra que sermos honestos acerca da nossa vida não é assim tão assustador, pelo contrário, assemelha-se muito à verdadeira felicidade.

 Clare Pooley


quarta-feira, 5 de agosto de 2020

A Montanha da Água Lilás - Pepetela

Numa montanha de África, habitam os lupis, uns estranhos seres cor de laranja que pensam, falam e trabalham, mas não são homens. Um dia, sem que nada o fizesse prever, o lupi-poeta descobre uma fonte de onde brota um líquido de cor lilás com um aroma muito doce, que se revela ter propriedades quase mágicas.

Esta água perfumada cura diversas maleitas e influencia até o humor de quem entra em contacto com ela, e todos a querem. Começam então as disputas, desenvolve-se uma economia de mercado e, com ela, uma estratificação social e uma desigual distribuição da riqueza. Mas, a exploração da água lilás não vai apenas transformar a vida de todos os habitantes da montanha, vai também degradar o seu meio ambiente.

A Montanha da Água Lilás é uma deliciosa alegoria política e social, uma crítica mordaz ao consumismo e à exploração não sustentável dos recursos naturais. Uma fábula para todas as idades que retrata como o que é, inicialmente, benéfico se pode tornar nocivo quando não se tem em vista o bem comum.

 Pepetela


terça-feira, 4 de agosto de 2020

Kitty e a Perseguição nas Copas das árvores - Paula Harrison

Junta-te à Kitty e aos seus gatos e embarca numa série de aventuras encantadoras à luz da lua. Fazer amigos não é fácil quando nos sentimos diferentes dos outros, e a Kitty é uma menina muito especial com superpoderes felinos. Qual será a reação da nossa super-heroína ao conhecer o Ozzy, um menino com superpoderes, como ela?

 Paula Harrison


SUGESTÃO

Inferno de Dan Brown

Zé de Bragança - Sem Papas na Língua - José Luís Seixas

18 ANOS – crónicas, histórias e coisas assim… Do Zé de Bragança e do seu criador. “(…) Nasceu o Zé de Bragança. Desde então escreveu com a ...