quinta-feira, 31 de maio de 2018

Nós, os Padres - 11 padres confessam-se

«Estes onze padres, que aqui expõem a sua vida e as razões que a sustentam, vão contar-nos a sua experiência, os caminhos que encetaram e prosseguiram, os passos que deram, e, sobretudo, o que os fez, ou foi fazendo, nas diferentes encruzilhadas que se lhes depararam, começar a ver a vida com olhos diferentes, com esquadrias diferentes. Será sobretudo interessante e surpreendente, de modo particular para quem tem a ideia feita de que os padres são cinzentos e monótonos, feitos de renúncias e sacrifícios vários, verificar que palpita nestes onze retratos, não apenas uma vida igual a tantas outras, mas também uma alegria nova, um amor novo, um grande abraço à vida. Sim, não são retratos de plástico, anódinos e asséticos. E sim, o que levou, ou quem levou estes onze jovens (ou nem tanto) a deixar para trás um percurso já andado e cimentado, uma carreira já perspectivada, um modo de vida já experimentado, e a abraçar livros novos, páginas novas, portas novas, todas ainda por abrir e percorrer? Vê-se bem que não foi por desgosto ou desamor, mas por um amor maior, por mais amor.»

D. António Couto
Bispo de Lamego

 Nós os padres


quarta-feira, 30 de maio de 2018

O Centro do Mundo - Ana Cristina Leonardo

Quando chega a Olhão, numa tarde de sábado de 1936, Boris Skossyreff está sensivelmente a meio do seu turbulento e invulgar percurso: apátrida e falso aristocrata, já deixou para trás países, a espionagem, uma mulher legítima, uma amante e o trono de Andorra. Vem à procura de barco que o transporte até Marrocos. Vicissitudes várias levá-lo-ão, em vez disso, a Marselha, de volta a Portugal, à Guerra Civil de Espanha, a França, às hostes nazis, à prisão de Koblenz- -Metternich na Alemanha e a um gulag na Sibéria.

Um romance picaresco e pós-moderno, em que a História da Europa do século xx se entretece com a saborosa petite histoire, conferindo às personagens ignoradas pela grande História o estatuto de protagonistas. Embora centrado na figura do russo Boris Skossyreff, O Centro do Mundo é também uma declaração de amor à cidade branca e cubista que seduziu Raul Brandão, por «pescadores comunistas e alegres» habitada, «onde o sentimento da igualdade é como em nenhum outro lugar».

 O Centro do Mundo


terça-feira, 29 de maio de 2018

Fora de Si - Sasha Marianna Salzmann

Desde sempre que os gémeos Alissa e Anton formam um par. No velho apartamento de duas assoalhadas de Moscovo não têm outro remédio senão agarrar-se um ao outro durante as cenas de violência entre pai e mãe. Mais tarde, à espera da autorização de residência na Alemanha Ocidental, percorrem juntos os corredores do lar de refugiados, entrando em quartos alheios para roubar cigarros e cheirar frascos de perfume. Ainda mais tarde, quando Alissa abandona o curso de Matemática em Berlim por sentir que isso a distrai dos treinos de boxe, Anton desaparece sem deixar rasto. Até que chega um postal de Istambul - sem texto e sem remetente ou morada -, mas é o sinal de que Áli precisa para ir em busca do irmão.

É já na cidade banhada pelo Bósforo que a rapariga evocará a história da sua família ao longo de um século e descobrirá que, quanto mais investe na procura de Anton, menos sentido as coisas parecem fazer - a língua materna, a pátria, o género - e talvez só consiga um todo coerente se sair para fora de si.

O presente romance - intenso, ousado e político - foi nomeado em 2017 para o Prémio do Livro Alemão (nomeação raríssima numa obra de estreia), venceu o Prémio Jürgen Ponto e foi traduzido em mais de uma dúzia de línguas.

Quem nos diz quem somos? No romance Fora de Si, Sasha Marianna Salzmann explora esta questão, mostrando como a vida é um imenso desafio e os nossos anseios muitas vezes insaciáveis.

Fora de Si é a história de como alguns episódios do século XX influenciaram decisivamente o novo milénio. Conta a história de quatro gerações de uma família - a história do anti-semitismo latente e indisfarçado na União Soviética; a história da emigração e da esperança de uma vida melhor num país estrangeiro; a história de uma geração educada no país de acolhimento que perdeu o rasto da pátria e procura, mesmo assim, um lugar de pertença; a história de uma busca: de um irmão desaparecido, de auxílio, de identidade e, claro, de resposta para a pergunta: quem somos?

O romance vai de Odessa, na época da Revolução Russa, até Istambul, nas vésperas do golpe de Estado de 2016.

 Fora de Si


segunda-feira, 28 de maio de 2018

ESPECIAL DIA DA CRIANÇA - SUGESTÕES DE LEITURA


Livro recomendado para Educação Pré-Escolar, destinado a leitura em voz alta.

Foste convidado para a festa de aniversário? Vais brincar com um amigo? Ou vais ficar em casa com a tua família? Então o que deves fazer? Qualquer que seja a ocasião, as personagens bem-comportadas que aparecem neste livro vão mostrar-te o que deves e o que não deves fazer!

Literatura infantil





Livro recomendado para Educação Pré-Escolar, destinado a leitura em voz alta.

O Cuquedo está à solta! Mas... o que é o Cuquedo? Será um pássaro? Será um avião? Não! É uma lengalenga original e muito divertida. Para crianças a partir dos 2 anos.

 O cuquedo




Livro recomendado para crianças de 2 a 3 anos.

À luz da Lua, um pequenino ovo descansava numa folha. Num domingo de manhã o sol quente chegou e PLOC!..., de dentro do ovo saiu uma lagartinha magra e esfomeada. 

A edição desta obra em português representa um marco no panorama editorial, uma vez que apresenta aos mais novos um dos clássicos contemporâneos, com o design inovador e as brilhantes ilustrações que têm o cunho inconfundível de Eric Carle.

 Literatura Infantil



O Rapaz de Bronze 
Sophia de Mello Breyner Andresen

Livro indicado pelas Metas Curriculares para o trabalho da Educação Literária no 5.° ano. Esta obra é ainda recomendada pelo Plano Nacional de Leitura para leitura autónoma no mesmo ano de escolaridade. 

Num jardim maravilhoso, existe uma estátua que, à noite, se enche de vida e reina sobre todas as plantas, com justiça e sensatez.
Florinda vai conhecer o Rapaz de Bronze e viver uma dessas noites mágicas em que a verdadeira natureza dos seres se revela. 

Sophia de Mello Breyner Andresen




Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 4º ano de escolaridade, destinado a leitura autónoma.

Quando Maria Poeirinha adoeceu, o Tio Jaime Litorânio disse que só o mar, que ela nunca vira, a poderia curar. A menina estava demasiado fraca para a viagem, mas o irmão Zeca Zonzo encontrou o modo de a levar a conhecer o mar.

O poder mágico das palavras é o tema deste segundo livro para crianças de Mia Couto, mais uma vez com magníficas ilustrações de Danuta Wojciechowska.

 Mia Couto




Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 2º ano de escolaridade, destinado a leitura autónoma.

Cansado da mãe que tem, e que muitas vezes não o deixa fazer o que quer, o Gil decide ir à Loja de Mães à procura de uma que lhe torne a vida mais fácil. Mas nenhuma Ihe agrada. De regresso a casa, o Gil não encontra a mãe, que, entretanto, foi à procura de outro filho. Como acabará esta história? Um conto divertido e sério ao mesmo tempo, que fará as crianças rir e pensar.

 Maria João Lopo de Carvalho


O Gigante Egoísta Seguido de O Príncipe Feliz (6ª Edição) 
Oscar Wilde
Ilustração: Fátima Afonso

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 4º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada.

Nesta obra, magnificamente ilustrada por Fátima Afonso, encontramos dois dos mais belos contos escritos para a infância: O Gigante Egoísta e O Príncipe Feliz. Neles Oscar Wilde lembra-nos que só através do Amor e da Partilha podemos alcançar a felicidade e fazermos com que a Primavera chegue a todos os corações, criando o Paraíso na Terra.

 Oscar Wilde


Declarei a Guerra que não Queria - Friedrich Rosen


Declarei a Guerra que Não Queria reproduz as memórias de Friedrich Rosen (1856-1935) relativas à sua missão diplomática em Lisboa, que se conclui com a declaração de guerra da Alemanha a Portugal, por ele entregue a 9 de Março de 1916. Rosen relata com pormenor o que ele considerava ser o objectivo estratégico fundamental da sua missão em Portugal, o entendimento com a Inglaterra à custa da partilha das colónias portuguesas. Interessantes são, igualmente, os seus juízos sobre a República portuguesa e a sua classe política, visivelmente condicionados pela eclosão da guerra e o anti-germanismo crescente, que ele imputava aos sectores mais radicais do regime republicano. 

A conjuntura internacional que antecede a eclosão da guerra e as suas diversas linhas de tensão são também analisadas nestas memórias, não se abstendo Friedrich Rosen de deixar algumas notas críticas da política externa voluntarista e errática do seu Governo, que contribuiu para o isolamento geopolítico do Império Alemão e propiciou a eclosão da guerra. A tradução do original é da autoria de José Lamego, ex-Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação.

 Friedrich Rosen


domingo, 27 de maio de 2018

O Homem do Boné Xadrez - Manuel António Araújo

Em pleno século XXI, há uma aldeia onde se escravizam pessoas. Mesmo encostada às franjas duma cidade. Anos e anos de escravatura e na cidade respirava-se como se nada se passasse. Num país ufano da liberdade vinda num Abril longínquo.
Ao mesmo tempo, dois homens, amigos, enlouquecem. Um num lar, outro caminhando pelas avenidas da cidade.

Há ainda dois irmãos. Uma menina e um rapaz, um gigante de dois metros, estranho, com uma vida invulgar para contar. São as únicas testemunhas vivas dessa aldeia surreal que foi Valcova. e há um presidente de Câmara, sensível e inteligente, que transformou o sítio onde fora Valcova num ex-libris, sítio visitado por centenas de turistas que percorriam durante uma hora o chão mudo, onde se cheirava o sofrimento e o sangue das vítimas de Valcova.

Uma espécie de campo de concentração, mesmo encostado a Montes de Viriato, sem que ninguém mexesse um dedo, enquanto na Assembleia da República se faziam discursos inflamados sobre a Liberdade conquistada pelos capitães de Abril. Impressionante.

 Manuel António Araújo


sábado, 26 de maio de 2018

Cebola Crua com Sal e Broa - Miguel Sousa Tavares


Eterno contador de histórias, o autor dá vida aos seus primeiros anos: da infância à juventude, dos jornais à política. O testemunho de uma vida única com a História contemporânea de Portugal como fundo.

Uma quinta no Marão e a escola igual para todos. Os Verões nas praias da Granja e de Lagos. "Melville" e a pesca da lula «ao candeio». Uma casa diferente e alternativa. Marcelo e as lutas estudantis. O pai e o 25 de Abril. A PIDE e as loucuras do PREC. O trabalho no Estado. A liberdade nos jornais e o fascinante mundo da televisão. Soares, Guterres e Sócrates. As paixões pelo jornalismo e pela literatura. As promessas de vida cumpridas e as juras por cumprir...

«Pode um homem viver impunemente começando a sua infância numa aldeia do Marão, comendo cebola crua com sal todas as merendas? Daí saltar para o mundo cinzento e as manhãs submersas da vida salazarenta da Lisboa dos anos sessenta? Acordar na manhã luminosa do 25 de Abril e descobrir que, afinal, éramos todos anti-fascistas e revolucionários e, logo depois, ir ao encontro do mundo e descobrir-se a si mesmo como uma testemunha privilegiada de tempos incríveis que, não os narrando, teria sepultado para sempre na cinza dos dias inúteis? Declaro que vi. E, por isso, conto. Antes que a água tudo lave e apague.»

 Miguel Sousa Tavares


sexta-feira, 25 de maio de 2018

A Resignação - Luís Miguel Rocha, Porfírio Pereira da Silva e Rui Sequeira



Em dezembro de 2012, Bento XVI recebeu de uma comissão de cardeais um relatório de 300 páginas sobre o mediático caso “Vatileaks”.

Dois meses depois, no dia 11 de fevereiro de 2013, evocando razões de saúde, e ciente da gravidade da sua decisão, o Papa anunciou ao mundo que resignaria ao trono de São Pedro. Não se sentia capaz, física e espiritualmente, para continuar a exercer o cargo.

Que segredos comprometedores guarda o extenso relatório? A resignação terá acontecido por razões de saúde, como o Bento XVI anunciou, ou por pressões políticas que jamais serão tornadas públicas? 
Os mistérios de tão inesperada decisão serão agora revelados.

 A resignação


quinta-feira, 24 de maio de 2018

Os XII Trabalhos de Astérix - René Goscinny e Albert Uderzo


Os irredutíveis gauleses serão deuses?! Esse é pelo menos o rumor que corre em Roma para explicar o inexplicável: a impotência do exército romano diante de Astérix e dos seus amigos. Deuses?! Desesperado, o Imperador desafia os gauleses a realizarem com êxito doze feitos dos quais só autênticos deuses seriam capazes. Se conseguirem, César promete ajoelhar-se perante estes gauleses dignos de Hércules e dos seus 12 trabalhos. Mas se falharem, a fúria de César será terrível!

 Asterix


Maio de 68 - Régis Debray



Publicado originalmente em 1978, durante as comemorações do décimo aniversário das revoltas estudantis, Maio de 68, uma contrarrevolução conseguida gerou uma enorme celeuma no meio cultural francês, antes de ser silenciado com reprovação. 

No opúsculo, hoje considerado um clássico de leitura imprescindível para compreender os costumes e a mentalidade da sociedade actual, Régis Débray alerta para que o Maio de 68 não trouxe a feliz libertação das pessoas e da sociedade em geral do jugo do Big Brother, antes significou o abandono do indivíduo à tirania do dinheiro, da opinião e do instante. 

Uma aliança entre o liberalismo económico e a moral libertária, o espírito de Maio abriu as portas da sociedade francesa ao neoliberalismo. A partir de então, escreve, «a vanguarda francesa será doravante o vagão da cauda americano».

 Régis Debray


quarta-feira, 23 de maio de 2018

Philip Roth - 1933-2018




Escritor norte-americano, Philip Milton Roth nasceu a 19 de Março de 1933, na cidade de Newark, no estado da Nova Jérsia e faleceu a 22 de maio de 2018, em Nova Iorque. Filho de um mediador de seguros de origem austro-húngara, tornou-se num grande entusiasta de baseball aos sete anos de idade. Descobriu a literatura tardiamente, aos dezoito.
Após ter concluído o ensino secundário, ingressou na Universidade de Rutgers mas, ao fim de um ano, transferiu-se para outra instituição, a Universidade de Bucknell. Interrompeu os seus estudos em 1955, ao alistar-se no exército mas, lesionando-se durante a recruta, acabou por ser desmobilizado. Decidiu pois retomar os seus estudos, trabalhando simultaneamente como professor para poder prover ao seu sustento, tendo-se licenciado em 1957, em Estudos Ingleses. 
Inscreveu-se depois num seminário com o intuito de apresentar uma tese de doutoramento, e perdeu o entusiasmo, desistindo deste seu projecto em 1959. Preferindo dar início a um esforço literário, passou a colaborar com o periódico New Republic na qualidade de crítico de cinema, ao mesmo tempo que se debruçava na escrita do seu primeiro livro, que veio a ser publicado nesse mesmo ano, com o título Goodbye, Columbus (1959). A obra constituiu uma autêntica revelação, comprovada pela atribuição do prémio literário National Book Award. Mereceu também uma adaptação para o cinema pela mão do realizador Larry Peece. 
Seguiram-se Letting Go (1962) e When She Was Good (1967), até que, em 1969, Philip Roth tornou a consolidar a sua posição como romancista através da publicação de Portnoy's Complaint (1969, O Complexo de Portnoy), obra que contava a história de um monomaníaco obcecado por sexo. O autor passou então a optar por fazer reaparecer muitas das suas personagens em diversas narrativas. Depois de The Breast (1972), romance que aludia à Metamorfose de Franz Kafka, David Kepesh, o protagonista que se via transformado num enorme seio, torna a figurar em The Professor Of Desire (1977) e em The Dying Animal (2001). Um outro exemplo de ressurgência é Nathan Zuckermann, presente em obras como My Life As A Man (1975), Zuckermann Unbound (1981), I Married A Communist (1998, Casei Com Um Comunista ) e The Human Stain (2000). 
Tendo dado início a uma carreira docente em meados da década de 60, e que incluiu a sua passagem por instituições como as universidades de Princeton e Nova Iorque, Philip Roth encontrou muita da sua inspiração em incidentes e ambientes da vida académica.
Em 1991 publicou um volume dedicado à história da sua própria família, Patrimony , trabalho que foi galardoado com o National Critics Circle Award no ano seguinte, uma entre as muitas honrarias concedidas ao autor. 
Em 1997, Philip Roth ganhou Prémio Pulitzer com Pastoral Americana. Em 1998 recebeu a Medalha Nacional de Artes da Casa Branca e em 2002 o mais alto galardão da Academia de Artes e Letras, a medalha de Ouro da Ficção, anteriormente atribuída a John dos Passos, William Faulkner e Saul Bellow, entre outros. Ganhou duas vezes o National Book Critics Award. 
Em 2005, A Conspiração contra a América recebeu o prémio da Sociedade de Historiadores Americanos pelo «excecional romance histórico sobre um tema americano, relativo a 2003-2004», e foi considerado Melhor Livro do Ano por inúmeras publicações, entre elas: New York Times Book Review, San Francisco Chronicle, Boston Globe, Chicago Sun-Times, Los Angeles Times Book Review, Washington Post Book World, Time e Newsweek. No Reino Unido, Recebeu ainda o W.H. Smith Award para Melhor Livro do Ano.
Em 2011 recebe o Man Booker International Prize, prémio que procura destacar a influência de um escritor no campo da literatura. Trata-se de um reconhecimento do trabalho pessoal, e não de uma obra sua em particular. No ano seguinte, recebeu o Prémio Príncipe das Astúrias, a maior distinção de Espanha.

A Casa Golden - Salman Rushdie


Quando o poderoso magnata Nero Golden imigra para os Estados Unidos em circunstâncias misteriosas, ele e os seus três filhos adultos assumem novas identidades e instalando-se numa grandiosa mansão do centro de Manhattan. Chegados pouco após a tomada de posse de Barack Obama, ele e os filhos ocupam rapidamente o seu lugar no topo da sociedade nova-iorquina.

A história da família Golden é contada sob a perspetiva de um seu vizinho e confidente, René, que descreve o desmoronar da casa Golden: a vida faustosa, um litígio entre irmãos, uma metamorfose inesperada, o aparecimento de uma mulher bela, traição e assassínio, e bem longe, na pátria abandonada, um bom trabalho de informações.

Partindo da nova ordem mundial de verdades alternativas, Rushdie tece a história do ambiente americano ao longo dos últimos oito anos, tocando todos os pontos: a ascensão do movimento Birther, do Tea Party, do Gamergate e da política de identidade; o efeito de ricochete do politicamente correto; e, evidentemente, a eclosão de um vilão ambicioso, desapiedado, narcisista e profundamente conhecedor da comunicação social, que usa maquilhagem e pinta o cabelo.

 Salman Rushdie


terça-feira, 22 de maio de 2018

GERMANO ALMEIDA - PRÉMIO CAMÕES 2018


 Germano Almeida

Germano de Almeida nasceu na ilha da Boavista, Cabo Verde, em 1945. Licenciou-se em Direito em Lisboa e exerce atualmente advocacia na cidade do Mindelo. Estreou-se como contista no início da década de 80, colaborando na revista Ponto & Vírgula. A sua obra de ficção representa uma nova etapa na rica história literária de Cabo Verde. Está publicada em Portugal pela Caminho e começa a despertar interesse no estrangeiro, nomeadamente o romance O Testamento do Senhor Napumoceno da Silva Araújo, do qual vários países compraram os direitos, encontrando-se já publicado no Brasil, na Itália e França. O filme baseado nesta obra (O Testamento do Senhor Napumoceno) foi recentemente galardoado com o 1º Prémio do Festival de Cinema Latino-Americano de Gramado, no Brasil; foi igualmente distinguido com os prémios para o melhor filme e melhor ator no 8º Festival Internacional Cinematográfico de Assunción, no Paraguai. Em 2018 vence o Prémio Camões.

EUROVISÃO - Nuno Galopim


No dia 13 de maio de 2017, Portugal parava para assistir à votação da final do Festival da Eurovisão. A frase «Portugal… 12 pontos», repetida 18 vezes ao longo da noite, fazia com que a esperança crescesse e a atenção se focasse apenas em Salvador Sobral e na canção «Amar pelos Dois». Depois chegaram os pontos do televoto... E quando os comentadores da RTP, Nuno Galopim e José Carlos Malato, disseram «Ganhámos!», o país festejou uma vitória inédita no maior espetáculo televisivo musical de todo o Mundo, pela qual esperava desde a sua estreia no concurso, em 1964. Em 1956, o Festival da Eurovisão nasceu numa Europa que tinha arrumado as armas há apenas 11 anos. Pelo palco, em Lugano, desfilaram nessa noite canções de sete países, e entre os cantores concorrentes havia um que tinha vivido anos de detenção num campo de concentração nazi. 

Em 1974, os Abba venceram com «Waterloo», canção que representa o paradigma maior do sucesso eurovisivo. Em 1986, Sandra Kim deixou a Europa a trautear «J’aime la Vie». Dois anos depois, Celine Dion arrecadou o troféu em Dublin e deu-se a conhecer ao mundo. Em 1998, Dana International, uma cantora transsexual, deu a terceira vitória a Israel, marcando a história do festival como espaço de diversidade e inclusão, tal como o faria depois a austríaca Conchita Wurst, em 2014. 

A história da Eurovisão junta mais de 60 anos de memórias entre as quais estão as «avozinhas» russas que conquistaram a Europa, em 2012, a inglesa Sandie Shaw, que, em 1967, interpretou a canção do Reino Unido descalça, os quatro vencedores ex aequo de 1969, o protesto contra Salazar e Franco, em 1964, a improvável vitória do grupo de metal finlandês Lordi em 2006, as três canções que Serge Gainsbourg compôs para três países diferentes, a exuberância provocadora de Verka Serduchka ou o inspirador discurso de Salvador Sobral: «A música não é fogo-de-artifício, é sentimento.» Pelo meio desfilaram perto de 1500 canções. Algumas ficaram para sempre na nossa memória coletiva. 

Outras marcaram pela sua exuberância ou capacidade de inovar. Um ano depois da vitória em Kiev, Nuno Galopim, supervisor criativo do Festival da Eurovisão de 2018, leva-nos numa viagem por 63 anos de história: o Festival da Canção português, os artistas, como Simone de Oliveira, Paulo de Carvalho, Maria Guinot, Carlos Paião, as Doce, entre tantos outros, que nos representaram, o Festival da Eurovisão ano a ano, os bastidores e as suas histórias.

 Nuno Galopim


segunda-feira, 21 de maio de 2018

O Reino - José Manuel Marques


O Reino é um romance histórico baseado nos conhecimentos atuais sobre os factos que estiveram na origem da formação de Portugal.

O livro retrata a vida de Dom Afonso Henriques e a complexa teia de relações que levou ao nascimento e reconhecimento de Portugal como um novo reino. É também um olhar novo sobre a vida de Dom Afonso Henriques e através dele se propõem novas interpretações históricas sobre muitos dos episódios que estiveram na origem de lendas que ainda hoje conferem um estatuto de mito àquele que foi o primeiro rei de Portugal.

Dom Afonso Henriques tinha uma vontade: tudo fazer para cumprir o pacto secreto assinado entre o seu pai, Dom Henrique, e o seu tio, Dom Raimundo, conquistando terras a sul até encontrar o mar e lutando para que o reino da Galiza fosse unificado sob a coroa das terras portucalenses, ocupando toda a faixa ocidental da Hispânia.

A história de Dom Afonso Henriques e a grande aventura da criação do reino de Portugal.

 O Reino


domingo, 20 de maio de 2018

Espero por Ti na Próxima Tempestade - Yves Robert

Rafael tem 11 anos e fica cego ao ser atingido por um relâmpago.

Isto acontece no exacto momento em que vai beijar Clarisse, a miúda mais bonita da escola. 
Na idade adulta, descobre que Clarisse morreu com o mesmo relâmpago que o cegou. 
Quem é então a mulher que cresceu com ele e diz ser Clarisse? 
Desvairado, foge de casa e começa a perseguir tempestades, pois acredita que o seu verdadeiro amor tem agora a forma de um relâmpago e só ele pode curá-la da sua cegueira.
Uma história de amor com um toque de realismo mágico.
Um livro a ler com o coração.


 Yves Robert


sábado, 19 de maio de 2018

Sessenta Contos - Dino Buzzati


Um volume que ilustra a mestria na narrativa breve de um dos nomes incontornáveis da literatura do século XX.

Volume de contos selecionados em vida pelo próprio autor, fruto de uma preferência pessoal e súmula do que melhor representa o seu universo singular, nestes Sessenta Contos encontramos bosques tenebrosos, montanhas desoladas habitadas por estranhas criaturas, cidades medievais, bandos de salteadores, viajantes incautos em fuga e obscuras maquinações políticas; paisagens imaginadas que se abrem a realidades metafísicas, a arquiteturas impossíveis, góticas, oníricas, nas quais sobressai a inquietação do homem perante o seu destino, o mistério da sua existência, o horror pela vida nas cidades e as suas rotinas diárias.

 Dino Buzzati


sexta-feira, 18 de maio de 2018

O Tempo em Que a Luz Declina - Eugen Ruge


Uma saga familiar que acompanha a história do século XX

Uma saga familiar que nos transporta no espaço e no tempo para contar a história de uma família alemã desde os anos 50, passados no exílio mexicano, até à revolução de 1989. A narrativa magistral leva-nos à Sibéria e a Berlim Oriental, escalando os cumes e traçando os abismos do século XX ao longo do caminho. O resultado é um panorama impressionante e uma monumental novela alemã, que torna a própria História tangível através da história de uma família. Uma novela de estatura imensa assente numa profunda humanidade, rigor e sentido de humor.

O Tempo em Que a Luz Declina concentra-se em três gerações. Os avós, comunistas convictos, regressados à Berlim Oriental do início da década de 1950 para se implicarem na criação de um novo Estado. O seu filho que, depois de ter emigrado para Moscovo e de ter sido banido para a Sibéria, regressa a um país mergulhado em valores pequeno-burgueses. Traz consigo uma esposa russa e a convicção inabalável de que podem mudar o mundo. Enfim, o neto, que se sente cada vez mais limitado a uma casa que não escolheu e que se dirige para o Ocidente exatamente no dia em que seu avô, o patriarca da família, faz 90 anos. O brilho de uma utopia política que outrora resplandeceu, e que parecia atraente, vai-se desvanecendo gradualmente à medida que o tempo passa inexoravelmente.

 Eugen Ruge


quinta-feira, 17 de maio de 2018

Quando - Daniel H. Pink

Todos sabemos que o timing é essencial; afinal, tudo tem o seu momento certo. Passamos as nossas vidas a decidir quando: quando começar um negócio, fazer uma aula, levar uma relação mais a sério. Mas essas decisões são normalmente baseadas em mera intuição, ou em fatores aleatórios.
Por isso, tendemos a pensar que encontrar o momento certo é uma questão de sorte - o que não podia estar mais longe da verdade. O timing, revela Daniel Pink no seu novo bestseller, é uma ciência.
Com base em investigações de fundo nas áreas da Psicologia, da Biologia e da Economia, Daniel Pink revela neste livro como encontrar o melhor momento para fazer tudo aquilo de que precisa, na sua vida pessoal e profissional. Como podemos usar os padrões ocultos da estrutura do dia para elaborar o horário ideal? Porque é as pausas no momento certo melhoram drasticamente a performance? Porque é que nunca devemos ir ao hospital de tarde? Porque é que cantar num coro faz tão bem como exercício físico? As respostas são surpreendentes e poderão transformar a sua vida. 
Quando apresenta as mais recentes descobertas acerca do timing sob a forma de uma fascinante narrativa, complementada por histórias irresistíveis e conselhos práticos que lhe permitirão descobrir como fazer uma gestão ótima do seu tempo e viver uma vida mais rica e preenchida.

 Daniel H. Pink


quarta-feira, 16 de maio de 2018

Memórias Secretas - Mário Cláudio

«O amor-próprio é incontestavelmente o principal motivo que leva alguém a falar, e sobretudo a escrever, sobre a sua pessoa. Não apresentarei por isso qualquer desculpa frouxa, ou qualquer falsa e inadequada justificação, no tocante às razões por que escrevi estas memórias. Assumo em toda a frontalidade que, entre os sentimentos que me induziram a tornar-me biógrafo de mim mesmo, o mais forte terá sido o amor-próprio. 
Em maior ou menor grau, a Natureza implantou tal sentimento no coração de cada um de nós e, ao fazê-lo, foi generosa com os escritores, e em especial com os poetas, ou com aqueles que supõem sê-lo. Este dom precioso constitui o primeiro motor das acções do homem, adicionando ao conhecimento das potencialidades deste o iluminante entusiasmo pelo belo, e pelo sublime, o que afinal conforma uma única e idêntica realidade.»
Vittorio Affieri, Memórias

 Mário Cláudio


terça-feira, 15 de maio de 2018

O Caçador - Lars Kepler

A noite tinha acabado de cair, quando Sofia entra numa mansão nos arredores de Estocolmo, onde o seu cliente - um homem muito abastado que nunca viu - a espera. Talvez seja por isso que Sofia avança furtivamente, como um animal selvagem. Enquanto atravessa o grande salão, tentando memorizar todos os detalhes, Sofia não imagina quem é o homem que a escolheu para aquela noite. Nem ele imagina que dentro em breve se encontrará frente a frente com um assassino implacável e meticuloso, que não deixa vestígios nem pistas.

Limitar o círculo de eventuais alvos torna-se um verdadeiro pesadelo para a Polícia, embora na mira se encontrem personalidades proeminentes do país. E, para tentar resolver o mistério, a Polícia terá de contar com a ajuda do ex-comissário Joona Linna, há dois anos a cumprir pena na prisão de alta segurança de Kumla. Infiltrado e trabalhando em estreita parceria com a agente especial Saga Bauer, Joona Linna tudo fará para travar «o caçador» antes que seja tarde de mais ou que o caçador os cace a eles…

 Lars Kepler


segunda-feira, 14 de maio de 2018

Em minúsculas - Herberto Helder

Embora não esteja aqui coligida a totalidade das suas colaborações, todos os textos deste livro foram publicados no Notícia - Semanário Ilustrado, no período em que Herberto Helder viveu em Luanda. Correspondem a pouco mais de um ano de colaboração - entre abril de 1971 e junho de 1972 - em que o poeta assinou como Herberto Helder e Luís Bernardes (ou respetivas iniciais).

 Herberto Helder


domingo, 13 de maio de 2018

Duas ou Três Coisas Sobre Mim - Judite Sousa

Esta é uma viagem pelos bastidores de uma profissão que apaixona Judite Sousa há quase quarenta anos. 
E é também uma viagem pela sua vida para lá do jornalismo. 

Em Duas ou três coisas sobre mim, Judite de Sousa relembra os momentos mais marcantes da sua carreira, como as reportagens em cenários dramáticos pelo mundo fora, e revela um conjunto de situações pessoais que viveu ao longo de anos a fio de trabalho intenso. 

Neste relato intimista e sem filtros, a jornalista fala de si própria, das figuras com quem se foi cruzando e das vivências que a transformaram na pessoa que é. 

Um livro sobre a vida nos bons e nos maus momentos, nas dúvidas e nas certezas, assinado por uma das mulheres mais conhecidas de Portugal.

 Judite Sousa


sábado, 12 de maio de 2018

Um anjo pela metade - Humberto Duarte


Tomé é um ex-estudante português de História da Arte a viver em Paris as remanescências de um sonho desfeito.

Longe das suas raízes e de referências afetivas, dá por si encarcerado nos meandros obscuros do álcool, da amnésia e da solidão, e a levar uma existência dupla, repartida entre a crítica musical para um jornal francês e o envolvimento numa estranha organização de assassinos contratados.

Confrontado com uma sequência de eventos inesperados, vê-se arrastado na demanda do seu passado esquecido, de um amor improvável, da redenção, mas sobretudo de si próprio.

 Um anjo pela metade


sexta-feira, 11 de maio de 2018

A velha dos pombos e outras histórias - Célia Godinho Lourenço


A Velha dos Pombos e Outras Histórias é um retrato colorido de mulheres à procura do seu lugar no mundo. Mulheres que recorrem a expedientes pouco ortodoxos para vencer a fome, e outras que se alimentam apenas do conhecimento. Mulheres sôfregas de amor, fama e prazer, e ainda uma outra que sacrificaria os seus apetites para ser santa. 

 Célia Godinho Lourenço


quinta-feira, 10 de maio de 2018

Onório, o poeta bêbado - Fernando P. Fernandes

Onório, o poeta bêbado é o retrato de um quase-pícaro a quem tudo corre mal - até o nome. Nascido numa aldeia do Minho, neto do mais respeitado lavrador de Rubiães, o rapaz faz-se, quase inadvertidamente, poeta satírico ainda nos tempos de escola. Qual repórter do absurdo, Onório ilustra, com quadras rudimentares, as peripécias em que se envolve - e são muitas. Tudo acontece ao pobre diabo. Com uma narrativa dinâmica e bem-humorada, salpicada de pequenas quadras alusivas aos episódios da vida do protagonista, a obra promete arrancar muitos sorrisos e proporcionar uma viagem divertida.

 Onório, o poeta bêbado


quarta-feira, 9 de maio de 2018

A Estranha Morte da Europa - Douglas Murray

A Estranha Morte da Europa é o relato de um continente e de uma cultura à beira do suicídio. A queda nas taxas de natalidade, a imigração em massa e a cultura da autodesconfiança e do ódio tornaram os europeus incapazes de se defender e de resistir à sua transformação abrangente como sociedade.

Este livro não é apenas uma análise da realidade demográfica ou política, é também o testemunho de um continente em autodestruição. Em cada capítulo, Murray dá um passo atrás e analisa os temas mais profundos que estão por detrás da possível morte da Europa, de uma atmosfera de ataques terroristas em massa à estável erosão das nossas liberdades. Aborda o desapontante falhanço do multiculturalismo, a viragem de Angela Merkel em relação às migrações e a fixação do Ocidente na culpa.

Viajando até Berlim, Paris, Escandinávia, Lampedusa e Grécia, o autor desvenda o mal-estar no coração da cultura europeia e ouve as histórias daqueles que chegaram vindos de longe. E termina com duas visões da Europa - uma de esperança e uma pessimista - que retratam um continente em crise e oferecem uma escolha do que podemos fazer no futuro.

 Douglas Murray


terça-feira, 8 de maio de 2018

O Cavaleiro da Dinamarca - Sophia de Mello Breyner Andresen


Livro recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para leitura orientada no 7.° ano de escolaridade.

O Cavaleiro da Dinamarca
No regresso de uma longa peregrinação à Palestina, o Cavaleiro tem apenas um desejo: voltar a casa a tempo de celebrar o Natal com a sua família. 

Nessa viagem, maravilha-se com as cidades de Veneza e Florença, e ouve histórias espantosas sobre pintores, poetas e navegadores. São muitas as dificuldades com que se depara, mas uma força inabalável parece ajudá-lo a passar essa noite tão especial com aqueles que mais ama… 

 O Cavaleiro da Dinamarca


A Mulher de Cabelo Ruivo - Orhan Pamuk


Perto de uma pequena cidade nos arredores de Istambul, um escavador de poços e o seu aprendiz são contratados para procurar água num terreno baldio. À medida que escavam o poço, metro a metro, sob um calor abrasador, vai-se desenvolvendo uma forte ligação entre ambos, como se fossem pai e filho, de uma forma nunca antes sentida quer pelo homem de meia-idade e fracos recursos quer pelo rapaz, de uma família da classe média, cujo pai desaparecera após ter sido detido por envolvimento em atividades políticas subversivas. 

Os dois trocam histórias que refletem diferentes visões do mundo e acabam por depender um do outro. Mas na cidade, onde se abastecem de provisões e onde procuram distrair-se ao final do dia, o rapaz encontra uma atração irresistível. A Mulher de Cabelo Ruivo, uma artista encantadora ligada a uma companhia de teatro itinerante, atrai o seu olhar e parece igualmente fascinada por ele. o maior sonho do rapaz é realizado e, obcecado com este arrebatamento, esquece o escavador que vem a sofrer um acidente. o rapaz parte de regresso a Istambul e somente anos depois sabe qual o destino do seu mestre, e descobre finalmente quem era a misteriosa mulher de cabelo ruivo.

Uma envolvente história de amor, laços familiares e mistério, tradição e modernidade, escrita por um dos maiores escritores do nosso tempo.

 Orhan Pamuk


segunda-feira, 7 de maio de 2018

A Trança de Inês - Rosa Lobato de Faria

Três tempos, três mundos, três destinos, um único amor. Universal e sem tempo nem medida, relembrando-nos que o amor e o ódio andam lado a lado e acontecem em todas as épocas.

Pedro é, no presente, um empresário de sucesso que se perde de amores por Inês. Mas este é um amor condenado à tragédia e à loucura. A sua história confunde-se com a de Pedro Rey, no século XXII, apaixonado também por uma Inês de entrançados cabelos loiros num futuro que os afasta por pertencerem a estratos diferentes da sociedade. 

E ainda com a lenda de D. Pedro que, no século XIV, tenta contra tudo e contra todos fazer valer o seu amor por Inês de Castro.

 Rosa Lobato de Faria


domingo, 6 de maio de 2018

Todos os Dias São Meus - Ana Saragoça


Um thriller surpreendente e de ir às lágrimas que é também um retrato irónico da sociedade portuguesa, seus tiques e manias.
Um livro cheio de inteligência e humor que explora os tiques e as vicissitudes de personagens que todos reconhecemos do prédio, do local de trabalho ou até mesmo das nossas amizades.
É raro a literatura portuguesa apresentar uma mistura tão fina de sensibilidade e ironia. Mais ainda quando garante uma grande dose de humor.


 Ana Saragoça


SUGESTÃO

Inferno de Dan Brown

Zé de Bragança - Sem Papas na Língua - José Luís Seixas

18 ANOS – crónicas, histórias e coisas assim… Do Zé de Bragança e do seu criador. “(…) Nasceu o Zé de Bragança. Desde então escreveu com a ...