sexta-feira, 6 de setembro de 2024

A Cicatriz - Maria Francisca Gama



«Éramos felizes, verdadeiros camaradas e a âncora um do outro. Um dia o nosso barco afundou-se e nenhum dos objetos que éramos nos salvou.»

Um casal foi de férias para o Rio de Janeiro, numa viagem que prometia ser inesquecível. Depois de dias encantadores, banhados pelo sol e pelo espírito leve e sempre em festa carioca, aproveitam uma das últimas noites para irem jantar fora. Quando terminam a refeição, satisfeitos e apaixonados, decidem ir a pé para o hotel, mas não se recordam se o caminho mais perto é pela esquerda ou pela direita. Como é que a vida pode mudar tanto, apenas assim, por uma escolha irrisória?





Um relato profundo e duro, escrito na primeira pessoa, que se debruça sobre a finitude da vida, as decisões irrefletidas que a moldam e o conceito de amor eterno, com a cidade maravilhosa como pano de fundo.

quinta-feira, 3 de agosto de 2023

Anaïs Nin - Noël Riley Fitch

Anaïs Nin (1903-1977) foi uma mulher apaixonada e misteriosa, mundialmente famosa por aventuras sexuais extravagantes, entre as quais se contam os seus romances simultâneos com Henry e June Miller e os seus casamentos bígamos. Em meados da década de 1920, desejosa de quebrar os ditames da América vitoriana, quer como artista quer como mulher, Nin viajou para Paris, onde se integrou nos lendários círculos artísticos e literários da Rive Gauche.

Nesta biografia, Noël Riley Fitch descodifica os segredos do diário de Anaïs Nin, completando, corrigindo e desmitificando a imagem por ela criada. Ao fazê-lo, dá-nos um retrato íntimo e hipnótico da vida apaixonante, tumultuosa e por vezes amargamente dolorosa de Anaïs Nin.

«À semelhança de Oscar Wilde, ponho a minha arte no meu trabalho e o meu génio na minha vida, represento mil papéis diferentes.»

Anaïs Nin

quinta-feira, 27 de julho de 2023

Lisboa Noir O ano louco de 1928 - Luís Corte Real

Quando a guerra civil terminou em 1834 com a vitória de D. Miguel, o Pai da Nação instalou uma monarquia absolutista, exterminou os liberais e recuperou o Brasil para a coroa. Sucedeu-lhe D. Miguel II, o Unificador, responsável pela União Ibérica que anexou a coroa espanhola à portuguesa.

Entretanto, Lisboa, capital desse novo império que se espalhava pelos cinco continentes, cresceu para se tornar na primeira megacidade do mundo. E a Guerra do Ultimato, que esmagou os ingleses no final do século XIX, obrigou-os a pagar pesadas compensações e tornou a União Ibérica na maior potência industrial e militar da Europa.

Com D. Miguel III a acabar de subir ao trono, o futuro de Lisboa parece luminoso, mas uma metrópole tão grande esconde muitos segredos. E os mais perigosos têm a ver com a própria dinastia miguelista. Com dirigíveis nos céus, polícias corruptos nas ruas e um Sindicato do Crime a controlar o submundo, prepare-se para visitar uma Lisboa onde tudo pode acontecer.

quinta-feira, 20 de julho de 2023

Outra Autobiografia - Rita Lee

Rita Lee pode ter tido de tudo, menos uma vidinha besta. E os últimos anos foram dos mais difíceis. Ao mesmo tempo que o mundo passava por uma pandemia, a artista brasileira foi diagnosticada com cancro do pulmão. 

Num texto com a franqueza e a honestidade que são marcas registadas da sua escrita, ora cru e chocante, ora cheia de ironias, ora subtil e comovente, Rita Lee não poupa detalhes dos tratamentos a que se sujeitou e dos estados de espírito por que passou. Fala também da rotina, de tropeços inesperados, dos avisos do universo, de seres de luz e dos caminhos que a vida tomou.

Já muito perto do fim, que chegaria aos 75 anos, Rita Lee pariu um novo livro autobiográfico que vai mexer profundamente com o leitor, um relato no qual é tomada por uma coragem que só não é superior ao amor que tem pelo público que a consagrou. E foi a esse público, quase 60 milhões de discos depois, que Rita quis contar, tintim por tintim, o que se passou, como foi o seu final de vida.

quinta-feira, 13 de julho de 2023

Tempos de Eduardo Lourenço Fotobiografia - Maria Manuel Baptista, Maria Manuela Cruzeiro e Fernanda de Castro

Em ano de centenário, Eduardo Lourenço guia-nos pela própria vida e obra numa fotobiografia que imortaliza o mundo intelectual e afetivo de um dos nomes maiores da cultura contemporânea.

No ano em que se assinala o centenário de Eduardo Lourenço, esta obra revisita o perfil de um nome maior da cultura portuguesa contemporânea, uma voz que atravessou fronteiras físicas, estéticas, conceptuais e literárias, e cujo eco se perpetuou - e perpetua - por Tempos e realidades distintas.

Ensaísta, professor, filósofo, conselheiro de Estado, Eduardo Lourenço encerra em si mesmo, e numa obra complexa, vasta e dispersa, um «pensamento que, no seu aparente deambular, voando nas asas do tempo, ou mergulhando fundo na imensidão de um saber a perder de vista, nos coloca frente a frente com o assombro das perguntas essenciais e a insatisfação das sempre provisórias respostas», como destacam Maria Manuel Baptista e Maria Manuela Cruzeiro na nota introdutória a esta edição.

Da infância às primeiras obras publicadas, da vida em França à consagração inequívoca em Portugal e além-fronteiras, somos convidados a entrar neste «labirinto» de conhecimento e afetos, cujo fio do tempo se desenrola numa simbiose perfeita entre as palavras do protagonista e as fotografias que desenham a sua história.

quinta-feira, 6 de julho de 2023

Elon Musk - Walter Isaacson

Do autor de Steve Jobs e outras biografias de sucesso, chega-nos a história surpreendentemente íntima de um dos inovadores mais controversos e fascinantes da atualidade, um visionário avesso a regras que levou o mundo para a era dos carros elétricos, da exploração espacial de iniciativa privada e da inteligência artificial. Ah, e comprou o Twitter.

Durante a sua infância, na África do Sul, Elon Musk foi vítima de bullying. Um dia, foi empurrado de umas escadas de cimento abaixo e pontapeado no rosto até este ficar uma massa ensanguentada e inchada. Ficou internado durante uma semana. Mas as mazelas físicas eram insignificantes quando comparadas com as feridas emocionais infligidas pelo seu pai, um carismático e engenhoso fantasista que agia por conta própria. Quando Elon teve alta do hospital, o pai repreendeu-o. «Tive de ficar de pé uma hora a ouvi-lo gritar comigo, a chamar-me idiota e a dizer-me que era um inútil», recorda.

O impacto do pai na sua psique permaneceria. Transformou-se num homem-criança duro, apesar de vulnerável, com uma tolerância extraordinariamente alta ao risco, sedento de drama e com um sentido épico de missão e uma obstinação maníaca, tão insensível quanto, por vezes, destrutiva.

No início de 2022 ¿ depois de um ano marcado pelo lançamento e colocação em órbita de 31 foguetes da SpaceX, pela marca de um milhão de carros vendidos pela Tesla e de se tornar o homem mais rico do mundo, Musk falou com pesar sobre a sua compulsão para criar dramas. «Preciso de mudar de mentalidade, sair do modo de crise, que é como tenho funcionado nos últimos catorze anos, pelo menos, se não a maior parte da minha vida», disse.

Foi um comentário melancólico, não uma resolução de Ano Novo. Ao mesmo tempo que se comprometia a mudar, comprava, em segredo, ações do Twitter, o maior recreio do mundo. Ao longo dos anos, sempre que se encontrava num lugar mais sombrio, voltava a ser aquela criança agredida no recreio. Agora, tinha a oportunidade de ser o dono do recreio.

quinta-feira, 29 de junho de 2023

Revolução - Hugo Gonçalves

Um disparo perfura a noite na serra de Sintra, durante um jantar da família Storm, e a matriarca sabe que perdeu um dos três filhos.

O epicentro do colapso tem origem muitos anos antes, entre o fim da ditadura e os primeiros tempos da revolução. Maria Luísa, a filha mais velha, opositora clandestina do regime, é perseguida pela PIDE. Frederico, o filho mais novo, está obcecado em perder a virgindade antes de ser mobilizado para a guerra colonial. E Pureza, a filha do meio, vê os seus sonhos de uma perfeita família tradicional despedaçados pelo processo revolucionário em curso.

Revolução acompanha a família Storm, do desmoronar do império ao despertar da democracia, ao longo dos rocambolescos, violentos e excessivos meses do PREC, quando a esperança e o medo dividem os portugueses e muitos acreditam que o país está a um triz da guerra civil.

Um romance tragicómico sobre a liberdade e as relações familiares, num período único de transformação, na História de Portugal, em que o caráter e o radicalismo medem forças, separando os filhos dos pais, colocando irmãos em lados opostos da barricada, criando terroristas fanáticos e heróis improváveis.

quinta-feira, 15 de junho de 2023

Schmidtologia - Luís Mateus

Roger Schmidt chega ao Benfica como uma aposta de risco - e pessoal - de Rui Costa. É a primeira grande decisão que toma enquanto presidente. O impacto é imediato, com um futebol veloz, impositivo e apaixonante, e excelentes resultados, não só em Portugal, como também diante de algumas das melhores equipas da Liga dos Campeões. Depois da surpresa inicial, os elogios acumulam-se. Há muito que na Luz não se vê nada assim. Para os portugueses, o alemão aterrou em Lisboa praticamente como um desconhecido, mas para o resto do mundo é há algum tempo considerado um dos mais entusiasmantes nomes do futebol germânico moderno. Embora sem os títulos que talvez mereça, há muito que Schmidt se destaca dos demais.

«Schmidtologia» é uma viagem à descoberta da carreira do treinador do Benfica, desde a glória em Salzburgo às deceções em Leverkusen e Pequim, embalada pelas opiniões de quem o acompanhou de perto, como jornalistas, especialistas, autores e ex-jogadores, e pontuada pelas melhores estórias e momentos, sem esquecer as táticas e ideias que fazem parte da filosofia que criou. Mal sabia ele, quando ainda hesitava entre a engenharia e o banco de suplentes do modesto Delbrücker, do quinto escalão da Alemanha, que a redenção estava, afinal, agendada para 19 anos depois, em Portugal, no Estádio da Luz.


terça-feira, 13 de junho de 2023

Foram Todos Nazis - Helmut Ortner

Será que os apoiantes de Hitler, que causaram tanto sofrimento a outros povos, sentiram culpa e vergonha? 
Terão compreendido o que aconteceu, aquilo em que participaram e que permitiram que acontecesse?

«ESTES LIVROS SÃO AINDA ABSOLUTAMENTE NECESSÁRIOS HOJE EM DIA!» Frankfurter Rundschau

A mecânica do poder nacional-socialista baseava-se num acordo coletivo: um povo, um império, um líder. Os apoiantes de Hitler escolheram-no livremente. Vindos do mundo dos negócios, da justiça, da ciência, da administração, encontravam-se por toda a parte, no meio intelectual, na aristocracia, no clero, na pequena burguesia e na classe trabalhadora.

Esta base de pessoas, carreiristas, oportunistas e gente simples do campo, via-se como «o povo dominante» e sonhava subjugar o mundo. A maioria dos alemães não quis ver nem saber de nada até à sua derrota em 1945.

No pós-guerra, os homicídios e crimes violentos transformaram-se em crimes ordenados «de cima» sem nenhuma responsabilidade. Milhares de criminosos, simpatizantes, seguidores e cocriadores que serviram o regime nazi em cargos importantes prosseguiram as suas carreiras na nova Alemanha como políticos, advogados, oficiais, médicos, empresários e jornalistas, e até celebridades.

Será que os apoiantes de Hitler, que causaram tanto sofrimento a outros povos, sentiram culpa e vergonha? Terão compreendido o que aconteceu, aquilo em que participaram e que permitiram que acontecesse?

sábado, 10 de junho de 2023

Mussolini - Os Últimos Dias da Europa - Antonio Scurati

O princípio do fim: Hitler, as leis raciais de Nuremberga, a entrada da Itália fascista na Segunda Guerra Mundial. Neste terceiro volume da biografia ficcionada de Mussolini, chegamos aos anos cruciais da vida do ditador.

Roma, 3 de maio de 1938. Mussolini aguarda na estação de Ostiense pela chegada do comboio que traz Hitler de visita a Itália. Semanas antes, o ditador alemão proclamara a anexação da Áustria. Também Mussolini tem ambições para Itália: retira-a da Liga das Nações e prepara-se para promulgar legislação racial de uma dureza sem precedentes. Ainda assim, há quem tenha esperança de que a sede de poder dos dois chefes de estado seja saciada sem mais derramamento de sangue.

Antonio Scurati reconstrói com precisão o delírio de Mussolini, que julga poder influenciar as decisões do Führer. Desfeita a ilusão, e apesar de estar ciente da debilidade e do isolamento do seu país, das alturas da varanda do Palazzo Venezia, Il Duce declara ter chegado a hora das decisões irrevogáveis. A guerra começava.

Neste terceiro volume do seu ambicioso projeto literário, Scurati debruça-se sobre o triénio fatal de 1938-40, o culminar da ilusão da Itália fascista, que se sujeita à aliança com a Alemanha nazi e à sua infame legislação racial. Traça os últimos dias de uma Europa abalada pela barbárie e incapaz de escapar aos males do totalitarismo.

Um romance trágico e poderoso, carregado de advertências para o nosso futuro.

quinta-feira, 8 de junho de 2023

A Devastação - Helena Magalhães

No final do verão de 1990, Mar, com apenas seis anos, é enviada para o Romeirão, um internato Católico no Alentejo onde fica até aos 15 anos. Cresce no meio de regras e privações, castigos e fome, mas rodeada e protegida pela irmandade das outras raparigas, principalmente Anita e Amália, mas também de Eduardo, um dos rapazes da vila, com quem vai criar uma relação inesperada e viver as primeiras descobertas de amor.

Anos depois, ainda a lidar com o trauma do passado, com as drogas, a depressão e a solidão, é ao lado de Isabel, Alice e Luísa que aprende a viver uma nova vida sóbria e em paz. Quando reencontra Eduardo, nenhum consegue resistir à ligação magnética, mas com ele voltam feridas antigas que a assombram desde a noite em fugiu do Romeirão. A pequena Mar que se transformou na Marisa das Argolas, a vilã de Raparigas Como Nós, regressa nesta ousada crítica ao patriarcado português. Escrita com sagacidade e emoção, a devastação explora o poder das amizades femininas e captura as complexidades humanas e familiares, a eletricidade do primeiro amor e os segredos que nos enjaulam em locais amaldiçoados dentro de nós.

terça-feira, 6 de junho de 2023

Nenhum Turista vai a Tucson Viagens na América - Alberto Gonçalves

"Se tivesse de recomendar a América a alguém - e Deus sabe quantos infelizes massacro, incluindo alguns americanos -, fico-me por argumentos relativamente indiscutíveis e vagos: a largueza, a orografia, a simpatia. Para evitar embaraços, tento esconder os argumentos realmente decisivos, como o cigarro fumado num desterro texano e a distância do desterro ao meu mundo.

Falta-me compreender se a distância é muita ou nenhuma. Falta-me decidir se aquele é o meu mundo ou o seu inverso. Falta-me resolver se gosto da América graças à primeira hipótese ou graças à segunda. Falta-me entender se percorro milhares de milhas anuais à procura de conforto ou a fugir dele. Falta-me continuar a tentar.

Dito isto, quase todos os anos passo por Nova Iorque, e é sempre bom, embora já não tão bom como era. Com frequência, a América é melhor. Por algum motivo não guardei nada de material da minha infância, excepto uma lata de Chock full o'Nuts."

Alberto Gonçalves


sábado, 3 de junho de 2023

Os Filhos de Húrin - J. R. R. Tolkien

O grande conto de Os Filhos de Húrin, que ocorreu durante o período lendário anterior ao de O Senhor dos Anéis.
Seis mil anos antes de o Anel ser destruído, a Terra-média vive debaixo da sombra do Senhor das Trevas Morgoth que habita na vasta fortaleza de Angband, no Norte. Os grandes guerreiros entre Elfos e Homens foram derrotados e tudo é desespero e escuridão. Mas, um novo líder surge, Túrin, filho de Húrin, que com o seu bando começa a virar a maré da guerra pela Terra-média.

Morgoth nutre um ódio visceral por Túrin e pela sua irmã Niënor, filhos de Húrin, o homem que ousou desafiá-lo. Contra eles, Morgoth envia o seu servo mais formidável, Glaurung, um espírito poderoso na forma de um enorme dragão de fogo sem asas, numa tentativa de cumprir a maldição e destruir os filhos de Húrin, que lutam contra o seu destino.

Um clássico da obra de J.R.R. Tolkien, com edição do filho Christopher Tolkien, que acrescentou uma introdução e apêndices, e as magníficas ilustrações do artista Alan Lee.

quinta-feira, 1 de junho de 2023

O Arqueiro - Paulo Coelho

Quando se defronta com o excecional arqueiro que o veio desafiar, o mestre Tetsuya – cuja habilidade com o arco e a flecha é lendária, mas que vive agora retirado, a trabalhar como um humilde carpinteiro – oferece muito mais do que uma lição, a ele e ao rapaz da aldeia que assiste ao desafio. 

O rapaz – que testemunha, espantado, aquele encontro – insiste que Tetsuya lhe transmita os seus conhecimentos da arte do tiro ao arco. O mestre adverte que lhe poderá ensinar as regras necessárias, mas o jovem terá de aprender como usá-las para se transformar numa pessoa melhor. É assim que descobrem, ambos, o caminho do arco, o percurso de uma vida com sentido.

Tal como em O Alquimista, Paulo Coelho volta a oferecer-nos uma luminosa fábula que nos convida a refletir acerca de quem somos e a encontrar o nosso próprio caminho. Cada leitor encontrará nela preceitos para tomar decisões e fazer o percurso de uma vida gratificante: o esforço diário, a paixão, a adaptação à mudança, a concentração e a coragem de tomar decisões difíceis.

terça-feira, 30 de maio de 2023

Mudamos pelo que Fazemos - Ivandro Soares Monteiro

Este livro tem dois objetivos principais: aumentar o sentido de responsabilidade individual e reduzir a perspetiva de vitimização, com leitura e exercícios práticos, para refletir e adaptar à sua própria história de vida. A escrita deste livro é ancorada em ciência, metáforas e exemplos, emoldurada com a filosofia milenar do estoicismo (que influenciou os modelos científicos mais eficazes de psicoterapia), com uma linguagem acessível a todos, mas lógica e articulada.

Com esta leitura, ganhamos uma visão mais serena da vida, mais consciente do que está sob nosso controlo e o que temos de aceitar, para uma melhor integração e adaptação ao mundo (e não o mundo a nós). Graças à leitura e aos exercícios práticos associados, saímos munidos de lógicas e estratégias úteis para perceber que a vida não é o que nos acontece, mas, acima de tudo, o que fazemos com o que nos acontece. É por isso que mudamos pelo que fazemos.

sábado, 27 de maio de 2023

Sapatos e Pessoas - Cláudia Cecílio

A VIDA É ASSIM!

Com o tempo, as respostas começam a chegar e percebes o que queres e o que andas aqui a fazer. Levas abanões, vais ao tapete uma porrada de vezes e, quando tentas levantar uma perninha para te pores de pé, levas pau outra vez…

ESTÁS CANSADA, CARAMBA!

Descansas, recuperas as forças e percebes que afinal não és uma árvore e podes mudar de sítio. Decides fazer o caminho de dentro, aquele que te leva de volta a casa. Mandas embora a malta que ainda não se mancou que já não é bem-vinda. Sempre achei que quase tudo está à distância de um telefonema, de uma mensagem, de bater às portas…

MAS TENS DE TREPAR MUROS E ERGUER PONTES.

Aqui, partilho contigo o que aprendi na viagem de volta a casa e das escalas que fiz no caminho. Nem tudo (nem todos) o que vem, chega para ficar. E ainda bem que não conseguimos tudo aquilo que achávamos que queríamos. O que é que tens a perder? Leste a sinopse até ao fim, prometo que o resto é quase tão bom.

BOA VIAGEM!

quinta-feira, 25 de maio de 2023

O Polaco - J.M. Coetzee

O Polaco conta a história de Witold Walczykiewicz, um virtuoso pianista polaco, intérprete de Chopin, que fica enfeitiçado por Beatriz, uma patrona das artes espanhola, depois de esta ajudar na organização do seu concerto em Barcelona.
Beatriz é casada e, de início, não se deixa impressionar, mas rapidamente se vê perseguida pelo pianista e arrastada para o seu mundo. Witold envia-lhe cartas, faz-lhe inúmeros convites para viajar e acaba por visitá-la na casa de verão do marido, em Maiorca, onde a relação improvável entre os dois começa a florescer, embora apenas nos termos estipulados por ela. Mas à medida que a luta pelo poder entre eles se intensifica, questionamo-nos: É Beatriz que limita a paixão ao controlar as suas emoções? Ou é Witold, ao tentar por todos os meios dar vida ao seu sonho de amor?

Diferenças de gostos, diferenças culturais, diferenças de idades: é sobre estas tensões que se desenvolve esta variação moderna e irónica da lendária história de amor de Dante e Beatriz. Para isso, Coetzee faz uma mudança radical e conta-nos os sucessos e fracassos deste amor a partir da perspetiva precisa, sincera e incisiva da sua protagonista feminina.

terça-feira, 23 de maio de 2023

Amores e Saudades de Um Português Arreliado - Miguel Esteves Cardoso

Do vencedor do grande prémio de crónica e dispersos da Associação Portuguesa de Escritores.

«O Miguel descreve o que, num olhar desatento, parece que já todos descreveram. Acontece que ninguém o fez como ele. O talento de quem tem muito talento é esse: nós já nos vimos envolvidos naquela situação, já ouvimos alguém que fala daquela maneira, já sentimos aquele tipo de indignação por qualquer coisa, mas só ao lermos as palavras de quem sabe escrever muito bem, como o Miguel, é que concluímos o nosso pensamento. Como se ele viesse fechar o portão daquele assunto, para nos podermos cansar com outro. Porque alguém conseguiu finalmente traduzir o que sempre sentimos mas nunca conseguimos explicar. Conseguiu que a frase fosse enxuta até ser só o que se pedia dela. Esteve sempre à frente dos nossos olhos, a uma mão de distância, mas só ele é que a conseguiu agarrar, e teve a generosidade de a pôr por escrito para nos mostrar e nos inquietar. E, ao fazê-lo, teve a delicadeza de nunca querer brilhar mais do que aquilo que o pensamento tinha para dizer. Essa é a mais eficaz das armas nesse tiro ao alvo que é escrever. E é também a mais difícil.»


sábado, 20 de maio de 2023

Atlas Histórico da Escrita - Marco Neves

Das primeiras inscrições na argila da Suméria às letras digitadas no ecrã de um telemóvel, este atlas acompanha a evolução da escrita em todo o mundo:
- Viajamos à origem, tentando perceber o mecanismo que permite distinguir a escrita de outros tipos de sinais;
- Ficamos a conhecer como funcionam os sistemas de escrita da Mesopotâmia, do Antigo Egipto, da China, do Japão e da Mesoamérica;
- Acompanhamos o surgimento e expansão dos sistemas consonantais e alfabéticos, incluindo o alfabeto latino;
- Partimos à descoberta das escritas por decifrar que se escondem à volta do globo, desde o Disco de Festo às pequenas letras dançarinas do rongorongo;
- Descobrimos a origem e evolução de cada uma das letras que usamos para escrever a nossa língua.

As três grandes revoluções da escrita estão em destaque: a sua invenção e evolução ao longo dos últimos milénios; a expansão da imprensa, da literatura e da leitura nos últimos séculos; e a explosão, nos últimos 70 anos, da alfabetização, com mais de metade da população humana a saber ler e escrever. A escrita tornou-se basilar para compreendermos o mundo.

SUGESTÃO

Inferno de Dan Brown

A Cicatriz - Maria Francisca Gama

«Éramos felizes, verdadeiros camaradas e a âncora um do outro. Um dia o nosso barco afundou-se e nenhum dos objetos que éramos nos salvou.» ...