terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

A Vontade de Poder - Friedrich Nietzsche

Esta é a tradução da edição póstuma de 1906, fruto da compilação dos cadernos de Nietzsche por Peter Gast, seu amigo, e editor desde 1876 (uma colaboração que abrangeu portanto vários dos seus livros), sob orientação da irmã, Elizabeth Foster, e segue um dos planos gerais traçados pelo autor. Num registo ricto, bruto, exuberante, cruel, cínico, desconstrutivo, miúdo, que dá a impressão dum cerrar de fileiras do seu pensamento, embora com as suas orquídeas e sequóias, a sua impetuosidade e o seu crivo não passam incólumes. Vemos aqui montada uma análise severa ao (nosso?) niilismo, por um autor que não pretende escapar à sua era, afirmando-se como niilista reactivo, mas igualmente à filosofia e política Grega (Sócrates, Platão, Pirro, Epicuro, os sofistas), Hindu (Código de Manu), Europeia (Espinosa, Adam Smith, Herbert Spencer, Voltaire, Rousseau), Alemã (Goethe, Schopenhauer, Lutero, Kant), e primitiva Cristã (Cristo, Paulo). Não o querendo reduzir (até porque tem vários pesos e várias medidas), que exalta? Exuberância, desaforo, privilégio, jovialidade, crueldade, aparência, jogo, êxtase, festins, orgulho, egoísmo, nobreza, cerimónia, vigor, força, actividade, embriaguez, opulência, Vontade de Poder, paganismo, ambição, tirania, desigualdade, imoralidade. Que vitupera? Humildade, submissividade, austeridade, indústria, resignação, castidade, castração, altruísmo, desinteresse, objectividade, decadência, vício, pobreza, paz, repouso, democracia, cristianismo, nacionalismo, fatalismo, igualdade, moralidade.

 Nietzche


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