sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Por Saramago - Anabela Mota Ribeiro


«A vontade máxima de Anabela Mota Ribeiro concretiza-se em conhecer o ser humano que sustém o autor, aceder ao seu núcleo restrito, a partir do livro, seja ele As Pequenas Memórias ou A Viagem do Elefante. Interessa-se pela palpitação da vida, pela profundeza da respiração para além do sopro percetível das histórias contadas. E, assim, neste caso, espalha sobre a mesa da entrevista temas fundamentais em Saramago: o círculo familiar e a necessidade que forjou o seu carácter e a sua visão de mundo; o âmbito da humilhação — um aspeto não menor na psique do escritor e na relação com o próprio país —; o sucesso traduzido na devoção de tantos leitores no mundo; o compromisso com a sua circunstância histórica; a morte como expressão de um materialismo despojado; a indignação enquanto estado emocional perante a injustiça, a crueldade, a plutocracia e a violação dos Direitos Humanos; ou, por fim, a vigorosa estrutura política marxista e humanista sobre a qual sustentava o seu território ideológico, bem definido, que o levava a apresentar-se como um comunista hormonal ou como um comunista libertário.» 

Do Posfácio de Fernando Gómez Aguilera, diretor da Fundação César Manrique e curador da Fundação José Saramago

 Saramago


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