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sexta-feira, 12 de julho de 2019

Carta a Portugal - Fernando Dourado Filho

E se o Brasil voltasse para Portugal. Ou a Portugal. Ou a ser Portugal. 

É esta a ideia de Adenor, um sertanejo que decide escrever ao Presidente da República Portuguesa uma carta. 

Será que Marcelo Rebelo de Sousa irá responder? 

Leiamos, primeiro, o que tem Adenor a dizer.

 Fernando Dourado Filho


quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Cair no Coração de uma Flor - Amadeo Souza-Cardoso

Autor de uma obra plástica visionária que tem atraído milhares de visitantes a exposições, Amadeo de Souza-Cardoso foi também um extraordinário epistológrafo, como atestam as mais de duzentas cartas que escreveu - à família, à companheira, a amigos, a outros artistas - e que chegaram até nós. Determinante para o estudo aprofundado, nos últimos anos, da sua vida e obra, esse acervo nunca tinha sido objeto de uma edição integral como a que agora se apresenta. Nela se reúnem todas as cartas escritas entre novembro de 1906, momento decisivo em que Amadeo partiu para Paris, onde se integrou nas vanguardas internacionais do início do século XX, e as semanas que antecederam a sua morte, aos 30 anos, em outubro de 1918. 

Um século depois, este livro vem revelar, num registo ora quotidiano, ora profundamente íntimo, a demanda espiritual de um homem que se predestinou a deixar atrás de si «uma prova forte de existência»: «É preciso ser gigante para ser gota de orvalho. Depois de abraçar a terra, mergulhar no mar, transformado em nuvem comandar uma batalha de raios, cair muito alto, das alturas, no coração de uma flor, a nossa alma, gota celeste, desaparece num fino raio de sol.»

 Amadeo Souza-Cardozo


quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Os Últimos Escritos - Lev Tolstoi

Além de uma selecção de cartas e diários, reúnem-se aqui reflexões que Tolstoi fez nos anos que antecederam a sua morte a 20 de Novembro de 1910 na estação de Astapovo. 

É, em particular, evidente a preocupação do autor de Anna Karénina com as questões religiosas, a arte, o amor, a educação, a violência, a paz e a morte. Tolstoi foi excomungado pela Igreja Ortodoxa em 1901. 

A sua relação crítica com os poderes religiosos surge em Resposta ao édito do Sínodo sobre a excomunhão e às cartas que recebi a esse respeito, nos fragmentos de O que é a religião e em que consiste a sua essência? e em Apelo ao clero. 

O seu conflito com Shakespeare é expresso em Shakespeare e o drama. Outras questões essenciais são abordadas em O trabalho, a morte e a doença e A lei do amor e a lei da violência.

 Lev Tolstoi


terça-feira, 3 de julho de 2018

As Cartas da Prisão de Nelson Mandela - Nelson Mandela

Preso em 1962, quando o regime do apartheid na África do Sul intensificava a sua campanha brutal contra os opositores políticos, o advogado e ativista do Congresso Nacional Africano Nelson Mandela, então com quarenta e quatro anos, não fazia a menor ideia de que passaria os vinte e sete anos seguintes na prisão. Durante os seus 10 052 dias de encarceramento, o futuro líder da África do Sul escreveu uma imensa quantidade de cartas às inflexíveis autoridades prisionais, a companheiros ativistas, a responsáveis governamentais e, acima de tudo, à sua corajosa mulher, Winnie, e aos cinco filhos.
Agora, no centenário do seu nascimento, 255 dessas cartas, muitas das quais nunca antes tornadas públicas, são compiladas num volume que as organiza cronologicamente, dividindo-as pelas quatro instituições prisionais por onde passou até à sua libertação, a 11 de fevereiro de 1990.
Ilustrado com reproduções de alguns dos seus escritos, este é um documento de um valor excecional para o conhecimento desta que foi uma das figuras mais inspiradoras do século XX, revelando-o como pai e marido extremoso, como um lutador incansável pelos direitos humanos e, acima de tudo, como homem de uma coragem imperturbável, que se recusou a comprometer os seus valores mesmo quando confrontado com um enorme sofrimento.

 Nelson Mandela


SUGESTÃO

Inferno de Dan Brown

A Cicatriz - Maria Francisca Gama

«Éramos felizes, verdadeiros camaradas e a âncora um do outro. Um dia o nosso barco afundou-se e nenhum dos objetos que éramos nos salvou.» ...