quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Tieta do Agreste - Jorge Amado

  Antonieta pastoreia cabras em Mangue Seco e entrega-se a diversos amantes nas dunas da região. A carola Perpétua denuncia ao pai, Zé Esteves, as aventuras da irmã, e a liberdade da moça escandaliza a pequena Sant’Ana do Agreste. Depois de levar uma surra de cajado, Tieta é escorraçada de casa pelo pai.
     Depois de perambular por localidades próximas, prostituindo-se para sobreviver, Tieta segue para São Paulo, onde se torna cafetina. Envia dinheiro à família, mas ninguém conhece seu paradeiro. Quando a correspondência é interrompida, Perpétua conclui que a irmã está morta. Mas após mais de 25 anos da partida Tieta regressa.
     A volta da filha pródiga revoluciona a pequena cidade baiana. Graças à influência dela, a luz gerada pela hidrelétrica de Paulo Afonso chega a Sant’Ana do Agreste, o que leva uma indústria altamente poluidora a querer se instalar ali, ameaçando o destino ecológico do lugar. Além disso, Tieta volta a povoar as fantasias dos homens e vive uma relação incestuosa com seu sobrinho, o seminarista Ricardo.
     Nesse extenso panorama de costumes e de aceleradas transformações, muitas histórias, vividas por numerosos personagens, somam-se à trama central. A narrativa inclui intervenções do autor, diálogos apimentados que registram a fala da região e descrições de hábitos e histórias tradicionais.

     Relações de poder e corrupção, religiosidade, liberação sexual, moda e consumo, conflito entre progresso e preservação ambiental são assuntos que, incorporados ao enredo do livro, ganham tratamento crítico bem-humorado. Essa combinação faz de Tieta uma narrativa experimental e inovadora.



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