domingo, 12 de agosto de 2018

Todos os Poemas São de Amor - Manuel Alegre

«[…] ao lado de alguns dos mais belos poemas de amor do nosso tempo, em Manuel Alegre encontramos frequentemente profundas meditações sobre o sentido da vida, do destino e da morte, a fragilidade e a precariedade da existência, as vivências dramáticas do exílio e da saudade, a emigração intelectual na linha da Lusitânia do Bairro Latino de António Nobre... Mas não esqueçamos também os poemas em que a caça e/ou a pesca são tantas outras metáforas da realização do trabalho poético e da busca do lugar para a palavra poética no seu entrosamento com a vida e a natureza. 
Nas suas prosódias de subtis variações rítmicas e rimáticas, de vasto fôlego ou de delicada inspiração, recordarei ainda, muito rapidamente, as inflexões dramáticas que Manuel Alegre recupera da grande poesia grega de Homero a Kavafis, as inflexões épicas e líricas que permitem a recuperação de tantos acentos genuinamente camonianos na sua poesia de amor, as saborosas combinações de poesia cultivada e de poesia popular que encontramos nas redondilhas de muitas das suas trovas.»
Vasco Graça Moura, (in texto de apresentação de A Sombra)

 Manuel Alegre


Sem comentários:

Enviar um comentário

SUGESTÃO

Inferno de Dan Brown

Estamos Grávidos! E Agora? - Carmen Ferreira

A gravidez, o parto e os meses que se seguem são momentos intensos, repletos de mudanças que se sucedem a um ritmo alucinante. As dúvidas i...